Qualquer ser baseado em carbono digita www.google.com, insere um termo relacionado a um assunto em que esteja interessado e rapidamente lhe é apresentada uma lista contendo dezenas, centenas de websites relacionados àquele assunto. Este ser escolhe o que lhe mais apetece e segue sua navegação calma e tranqüilamente.
E neste momento, pensa: “Nossa, o Google é legal mesmo”, imaginando que a bondade passou agora a fazer parte do mundo corporativo.
Um destes seres, mais iluminado, questiona-se: “fiz tudo isso sem ter que pagar nada ao google, como ele ganha dinheiro?”. Por mais questionável que possa parecer, o google ganha dinheiro vendendo palavras. Sim, assim como vou à mercearia da esquina comprar duas caixas de leite, posso bater à porta do Google para comprar a palavra “leite”, e mais, só pagar quando o leite for consumido, ou melhor, quando um destes seres desavisados ter certeza de que realmente aquele é o leite que lhe interessa.
Analogias distorcidas à parte, toda renda do Google vem através dos chamados links patrocinados. Ao realizar uma busca, o website classifica os resultados entre aqueles oriundos da “busca espontânea” (resultados próprios da ferramenta, ordenados de acordo com a relevância calculada pelo Google para cada website, que pode ser averiguada pelo chamado “Page Rank”, valor de 0 a 10, que estipula o quão relevante é aquele website para que seja apresentado) e, em outro plano, os links patrocinados.
Ao realizar uma busca, note que geralmente, junto aos resultados de sua busca, são apresentados alguns links em uma caixa azul, junto aos resultados naturais e também em uma coluna ao lado direito da lista de resultados. Estes links são comprados, sim, alguém pagou para aparecer ali (o termo “ESPM”, por exemplo, foi comprado pela CPV Vestibulares, ou seja, sempre que alguém procurar por ESPM no Google, o link para o website da CPV vestibulares será apresentado na lateral esquerda da tela de resultados).
Neste caso, para que fosse exibido neste resultado, o investimento feito pelo curso pré-vestibular foi igual a zero reais, nada, vazio, “de grátis”. Sério? Sim, a simples apresentação do resultado em nada onera o anunciante. Isto porque o pagamento se dá utilizando-se a modalidade de Custo por Clique (CPC); somente no momento em que alguém clicar neste link, o anunciante passa a pagar ao Google um valor acordado. Diferente dos banners de Internet, onerados com base em um CPM (Custo por Mil impressões/exibições), os links patrocinados são pagos por clique, você só paga se o usuário tiver efetivamente clicado e ter sido direcionado ao seu website. Como anuncia o Google, o que importa são os resultados™.
Neste serviço, chamado Google Adwords, cada palavra-chave a ser utilizada como link patrocinado pode, entretanto, ter vários compradores (o termo “ESPM” pode ser adquirido também pelo Cursinho Objetivo, Etapa, Universitário, enfim, quem estiver disposto). Desta forma, como o Google decide quem aparece primeiro e quem aparece depois?
Alguns outros sistemas de busca que trabalham com a modalidade de links patrocinados (por exemplo, Yahoo, Uol) trabalham na modalidade de leilão, ou seja, as empresas interessadas e cada termo entram em uma competição, oferecendo mais reais por cada clique; em resumo, quem paga mais aparece antes. O Google, entretanto tem um pensamento intrínseco à empresa que é “faça algo relevante para os usuários” (este conceito de “relevância” é o que permeia qualquer invenção da empresa), a ordenação dos links patrocinados é feita não somente pelo valor oferecido por cada anunciante, mas também combinado à relevância daquele conteúdo, dado este oferecido pelos próprios usuários.
Explicando melhor, num sistema de leilão várias empresas podem adquirir a mesma palavra ou termo; aquela que oferecer mais reais por cada clique aparecerá em primeiro lugar na área de links patrocinados e assim sucessivamente. O Google, por sua vez, adiciona a variável relevância a este cálculo, ou melhor, leva em consideração a taxa de cliques (CTR), a relevância do texto do anúncio, o histórico de desempenho da palavra-chave, a qualidade da página de destino e outros fatores de relevância que cada anúncio (link patrocinado) tem para, juntamente com o valor ofertado, definir se aquele link irá aparecer em primeiro, segundo ou demais posições na lista.
Matematicamente falando,
Neste exemplo, mesmo tendo ofertado menos reais por cada clique, a empresa C será posicionada no topo da lista de links patrocinados porque sua relevância para os usuários (traduzida em sua taxa de clique) é maior do que as demais.
Daí a necessidade de se criar anúncios eficazes (e cumprir a promessa que está ofertando) para que haja, também na Internet, uma economia de escala.
O valor de cada clique pode começar com R$ 0,02; conforme aparecem mais interessados, este valor pode atingir cifras exorbitantes de R$ 4,00 ou R$ 5,00 (embora nos Estados Unidos, onde esta forma de publicidade toma mais de 50% da participação publicitária on-line, existam termos que podem chegar à mais de U$ 60,00). Pensando de uma forma comparativa, ao se planejar mídia on-line, o CPC dos tradicionais banners (ainda que pensemos nos novos formatos, rich media e variações do gênero), fica em torno de R$ 2,00, ou seja, tomando-se o número de exibições e a taxa de clique média do mercado (0,20%), custa ao anunciante R$ 2,00 cada usuário levado ao seu ambiente receptivo (site institucional ou hotsite). Quando falamos de links patrocinados, entretanto temos duas vantagens ligadas a esta modalidade de anúncio, a primeira é o custo comparativamente inferior por usuário, outro, mais importante ainda, é o interesse deste usuário pelo assunto em questão, o casamento de quem quer adquirir com quem quer vender.
O interesse faz o cliente – Clique aqui para seguir a leitura
JC Rodrigues: Publicitário graduado pela ESPM, pós-graduado em Tecnologia Internet pela UFRJ; trabalha em meios digitais e interativos desde 1995, tendo atuado em projetos de marketing digital e e-commerce para empresas como HP, Intel, Bridgestone, Samsung e Ford, entre outras; atualmente professor de Web na ESPM em São Paulo e Gerente de Projetos On-line da JWT. Ele gentilmente autorizou a Jump Media a publicar o seu artigo, que mesmo sendo de final de 2006, segue muito atual.
quinta-feira, 13 de março de 2008
Para quem ainda não entendeu links patrocinados – Por JC Rodrigues
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terça-feira, 11 de março de 2008
No topo da Lista
Ter sua loja virtual é mais fácil do que se imagina. Hoje, por a partir de R$ 99 mensais, você consegue construir um site de comércio eletrônico e pode vender em poucas semanas. Na reportagem de capa do mês de março, há várias dicas de como escolher um provedor de hospedagem, que se encarrega de fazer tudo, desde o desenvolvimento do site a fechar acordos com instituições bancárias e de cartões de crédito. Há, também, outros pontos que devem ser muito bem cuidados como a logística, o layout do site e a publicidade on-line. Ao contrário do que se gente imagina, a publicidade on-line é uma ferramenta de marketing simples, barata e eficiente, que pode atender perfeitamente às necessidades dos pequenos e médios empresários. Diante de uma infinidade de formas de se fazer anúncios pela web, o link patrocinado tem se mostrado bastante vantajoso. Ele permite que a sua empresa apareça no topo da lista de respostas dos grandes portais de busca, como o Google e o Yahoo!, e dos principais portais de conteúdo, como Globo.com e Uol, com o objetivo de alavancar o número de visitas à pagina de sua empresa na internet.
De acordo com Alexandre Hohagen, diretor-geral do Google no Brasil, líder mundial em buscas pela internet, cerca de 80% do total de usuários de internet estão à procura de alguma informação, dos quais 70% clicam nos primeiros resultados que aparecem nos sites de busca. Não é por acaso que o link patrocinado já responde por 15% do faturamento total com publicidade online do país e deverá representar, daqui a três anos, cerca de 40%. 'É um mercado que cresce 50% ao ano', afirma o executivo.
Com o link patrocinado, você pode medir o retorno de sua ação em tempo real e administrar até os centavos de sua verba de publicidade, já que o sistema funciona como um cartão pré-pago, que você 'carrega' com uma determinada quantidade de cliques. O número de cliques diminui de forma progressiva, conforme o número de visitas dos internautas ao link de sua empresa, até a sua campanha sair do ar. 'O link patrocinado dá retorno imediato ao anunciante', afirma Hohagen, do Google. 'Ele promove a democracia de espaços entre a grande e a pequena empresa.'
Para entrar no jogo, é fácil. Você mesmo pode criar o seu anúncio pela internet. Os próprios sites costumam ser extremamente didáticos e dão dicas para que você monte a sua campanha sem muita complicação. Além do link propriamente dito, você pode incluir também uma breve descrição de seu negócio ou até mesmo mostrar promoções específicas para datas especiais, como o Dia das Mães, o Dia dos Namorados e o Natal. Se preferir, você pode escolher até os dias da semana em que a campanha entra no ar. O caminho está indicado nas páginas iniciais de cada site de busca ou dos portais de conteúdo.
leilão - Os preços dos links patrocinados podem variar de acordo com a palavra em que você deseja aparecer na busca, como no caso do Overture (braço do Yahoo! para essa finalidade), ou conforme o número de acessos a sua página, como no caso do Google. Em média, costuma ter um valor mínimo inicial a partir de 90 reais, que inclui 600 cliques a 15 centavos cada um. No Google e no Uol, há ainda um leilão dinâmico que informa quantos centavos você precisa pagar para estar no topo da lista. O leilão é realizado em tempo real e faz com que a campanha de sua empresa esteja no topo em poucos minutos.
Fonte: Pequenas Empresas Grandes Negócios
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sexta-feira, 7 de março de 2008
Google realiza pequena modificação em busca
A Google realizou uma pequena modificação em seu sistema de busca, que agora oferece, em alguns casos específicos, um campo de busca secundário, que procura um novo termo dentro de um determinado site a partir da página de resultados da busca inicial.
Segundo o site TechCrunch, a novidade está disponível apenas para grandes sites. Uma busca por Amazon, por exemplo, retorna o link da loja virtual americana com um novo campo que permite pesquisar dentro de seu site. O mesmo acontece para lojas como Border, BestBuy e OfficeMax, ou os canais de conteúdo NY Times e Wikipédia.
Em testes realizados pela Magnet constatou-se que a função não está disponível ainda no site em português. Sendo assim, é necessário que o usuário interessado em testá-la clique no link "Google in English", no rodapé da capa do serviço.
Embora interessante, o campo de busca auxiliar nada mais é que uma interface para uma opção de busca antiga, provida há anos pelo serviço através do acréscimo das palavras "site:www.endereco.com". Todavia, se a opção visual se difundir por outros sites do serviço pode facilitar a vida do usuário comum e, quem sabe um dia, se transformar em padrão no Google.
Fonte: Revista Geek
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Yahoo com novos formatos para anúncios online
O Yahoo! tem dois novos formatos para anúncios publicitários em vídeos online. Num deles, ao passar com o cursor do rato sobre o vídeo, o utilizador vê uma camada semitransparente sobre a imagem. Ao clicar nesta camada, o utilizador é redirecionado para o site do anunciante.
O outro novo formato é uma "mancha" que dura três segundos, antes do vídeo ser lançado e depois transforma-se em banner que, quando é clicado, pausa o vídeo e lança um anúncio interativo.
Os novos formatos estão disponíveis nos vídeos do portal transmitidos nos EUA e têm já anúncios de empresas como Adobe, HBO ou Sharp.
A compra da Maven Networks, empresa especializada em novos formatos de publicidade digital, parece ter começado a dar frutos ao Yahoo!.
Fonte: Exame Informática
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quinta-feira, 6 de março de 2008
Jump Media na imprensa
O portal Baguete publicou ontem uma notícia sobre a Jump Media. Nela, nossa CEO, Lorena Lamas, conta um pouco sobre o histórico de nossa empresa, foco, metas e a importância do search marketing para o crescimento das empresas na web. Confira no link: http://www.baguete.com.br/
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terça-feira, 4 de março de 2008
Internet como a principal mídia do mundo
Apesar de recente - cerca de 20 anos de idade - a Internet já é considerada tão fundamental quanto mídias tradicionais como a televisão. Em alguns casos, há quem prefira qualificá-la no caminho certo para se tornar o meio mais importante do mundo, como no caso de Marc Andreessen, referência no assunto digital, e um dos criadores do Netscape. "A internet está se tornando real agora de uma forma que nunca foi antes. Está se transformando na mídia principal na qual os consumidores se conectam para obterem informações e se comunicarem", disse em entrevista ao jornal "O Estado de S.Paulo".
Andreessen definiu a Web como um veículo de massa. Só no Brasil, conta com 40 milhões de usuários. Nessa linha, o especialista alertou para um movimento que deve acontecer em grande escala nos próximos anos na propaganda: a migração de grande parte da verba do meio offline para o on-line. Segundo ele, empresas do porte de Google, Microsoft e Yahoo "vão se beneficiar muito disso". Mas ainda há uma outra camada de iniciantes que também vai se aproveitar desse investimento que está por vir.
Por aqui o panorama e a tendência não são diferentes, segundo Fábio Saad, diretor de Mídia Online da DM9DDB. "Sempre pensamos a Internet nos planos de mídia. Temos que estar antenados à revolução, pois os clientes também estão", diz. O publicitário conta que costuma pensar na comunicação integrada para atender aos anunciantes de internet, 25 no total. Segundo ele, não há fórmulas pré-determinadas. "Cada cliente precisa de um tratamento e utilizamos a internet tanto como meio de massa quanto segmentação com links patrocinados", completa.
Saad considera arriscado prever tendências para os próximos anos na propaganda digital. Sobretudo, deixa claro a idéia de que a comunicação tende a se difundir pelas plataformas. Ou seja, a mesma mensagem será consumida em vários dispositivos e em vários momentos diferentes. "Talvez o marketing em celulares traduza esse conceito. Mas na verdade tudo muda muito rápido e precisamos acompanhar a convergência dos meios, que é o caminho mais certeiro", aposta.
Com as prováveis mudanças, o diretor acredita no crescimento da participação da internet no bolo publicitário, fato já corriqueiro em pesquisas. A última delas, divulgada nesta segunda-feira pelo Projeto Inter-Meios, sagrou a Web como a mídia campeã no aumento de verbas: 45,7% durante 2007. Outro aspecto a ser notado, segundo Saad, é a entrada dos anunciantes diretamente no conteúdo. Ele prevê que marcas serão cada vez mais inseridas na programação, de forma a atrelar a publicidade ao material exibido.
Fonte: AdNews
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segunda-feira, 3 de março de 2008
O Google atrás de anunciantes brasileiros
Tentando conseguir mais verbas, Google desenvolve opções de publicidade até para pequenas empresas.
Maior serviço de buscas da internet, o Google procura cada vez mais a publicidade para elevar seu faturamento no país. Hoje, a principal aposta é se aproximar das pequenas e médias empresas. Para isso, a companhia, também líder em pesquisas na web no país, com 89,9% de participação no mercado, de acordo com a comScore, selou recentemente parceria com Correios, Câmera e-net e Sebrae. Nas próximas semanas, a empresa começa a testar no Brasil uma nova ferramenta de publicidade online no Orkut, maior site de relacionamento do país. Outro foco é a portabilidade de informações.
O aumento do investimento acontece porque o país ganha cada vez mais importância para o Google. O Brasil lidera o crescimento do bloco chamado Apla, que reúne países da Ásia, Pacífico e América Latina. A maior nação da América Latina responde por 2% a 4% do faturamento global da empresa, que é de US$16,59 bilhões.
─ O Brasil faz parte dos primeiros mercados a receberem versões localizadas. O português veio antes do alemão, mesmo a Alemanha tendo mais usuários de internet. O Brasil está numa posição muito boa em relação a produtos. O Google Maps teve versão em português bem antes que muitos países – afirma Carlos Felix Ximenes, gerente de comunicação do Google no país.
A publicidade no site de buscas do Google será intensificada para as pequenas empresas. O objetivo é fazer com que o empresário de bairro também anuncie na internet, porque é uma forma barata de marketing. O anúncio, porém, estará sempre ligado ao tipo de procura feita pelo usuário na rede.
─ A grande empresa já sabe onde anunciar e tem verba pra isso. Nosso objetivo é fazer algo mais local – explica Ximenes.
Fonte: Zero Hora
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